18 junho 2015

Quero mesmo que fique registado.

Porque tenho medo de um dia não poder dizer, ou me esquecer na correria dos dias, de agradecer. 
Obrigada Mãe. Obrigada Pai.
Se já por tudo o que me proporcionaram eu serei eternamente grata, agora sou mais ainda. Porque sozinha seria tão difícil. Porque a vossa ajuda é indispensável. Por amarem e cuidarem da Carlota como se fosse eu. Como sendo ela o mais importante das vossas vidas. Que também o é.

Tantas vezes damos as coisas por garantidas, esquecendo que de um dia para o outro tudo pode mudar. Esta semana apanhei um valente susto com a minha mãe. Tiraram-me o tapete, o meu forte, o meu porto de abrigo. E ainda que haja sempre uma rede (o meu pai), percebi mesmo o que era não poder tê-la todos os dias para me ajudar. Para me ouvir. Para ir buscar a C. Para ser a base fundamental de uma família, uma casa, que sem ela fica à nora. É que ficamos mesmo todos à nora.

Mãe, se algum dia me esquecer de agradecer, não é por mal. Sabes que sou assim, às vezes até meio desligada, mas tu sabes que no fundo, continuo a ser aquele bebé que dormia noites a fio em cima do teu peito, aquela menina que não te largava a saia, que chorava sempre que te ausentavas, aquela adolescente que te procurava nas aflições do desamor. E continuo a ver-te da mesma forma. 
O meu pilar. 

Obrigada!

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